COLOQUIALISMO NA REDAÇÃO DO VESTIBULAR


É bastante comum que os alunos perguntem acerca do uso de gírias ou de termos mais coloquiais em seus textos. Pra que vejamos como este é um assunto que paira sobre um terreno pantanoso, nesta semana na sala dos professores tivemos um embate que, se não fosse o sinal, teria chegado a vias de fato. Brincadeira. A discussão toda girou em torno do tipo de linguagem que o professor deve usar com os alunos em sala de aula. Um amigo, “caipira do pé vermeio” dizia que ele tinha identidade e que assumia que falava errado mesmo e que isso era sinal de que ele tinha orgulho do que era.

Eu e uma professora de Matemática discordamos veementemente desse discurso. Língua é roupa e como tal tem hora e lugar para ser usada. Não entrarei no mérito dos teóricos da linguagem. Vou me ater ao contexto de produção. Sala de aula é lugar em que os alunos recebem um “modelo” de linguagem e a prendem que há o momento certo e este está condicionado a diversos fatores, inclusive de intimidade entre os falantes.

É por isso que, ao produzir o texto, a redação no vestibular, você deve observar quem são os interlocutores e seu discurso no texto deve ser adequado à personagem que deseja construir.
Uso da língua na forma como é escrita, ou seja, é uma armadilha para o aluno o emprego de termos coloquiais, gíria e jargão. Expressões coloquiais só são aceitas na reprodução de diálogos. Isso não significa que o texto tenha de ser empolado, de difícil entendimento. 
 
Por fim, evite usar as expressões: só que, que nem, é o seguinte, etc.

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